Rede ComPaixão – Projeto voluntário desenvolve ações em comunidade carente de Campina Grande

A compaixão e o altruísmo. Esses são os sentimentos que motivam os voluntários da Rede de Desenvolvimento Humano ComPaixão a realizarem ações que visam transformar a vida de crianças, adolescentes e adultos que habitam em comunidades e que estão em situação de vulnerabilidade social, em Campina Grande.

O projeto idealizado pela jovem Katiana Diniz, 30 anos, surgiu em julho de 2016 e atualmente realiza ações em uma comunidade carente do bairro de Bodocongó conhecida como Morro do Urubu. Todos os sábados, os voluntários do projeto se dirigem à comunidade para realizar ações educacionais que enfatizam as relações afetivas e os valores.

“Em nossas ações com os adolescentes trabalhamos muito a prevenção às drogas e vícios, através da construção de perspectivas para a vida, de forma que viver pode ser melhor que se autodestruir”, destaca Katiane Diniz.

Atualmente, as ações desenvolvidas beneficiam 25 crianças e 12 adolescentes. No segundo semestre, o projeto buscará expandir as ações e incluir os familiares das crianças e jovens visando o fortalecimento comunitário e a geração de renda.

A idealizadora da Rede ComPaixão destaca que a comunidade está inserida em um contexto de violência e de vulnerabilidade social. Diante disso, o projeto busca contribuir para melhorar a realidade das pessoas que vivem na comunidade.

“Nosso objetivo é contribuir para que juntos possamos melhorar essa realidade, oferecendo assistência, mas, sobretudo, visando o fortalecimento da comunidade e suas próprias conquistas”, explica Katiana Diniz.

A expectativa da Rede ComPaixão é contribuir para o desenvolvimento da comunidade, construindo assim, um novo Bodocongó, conforme a idealizadora. “É um raio de luz e esperança. Fazemos tudo com paixão e compaixão. Temos muitas perspectivas para a comunidade, tanto na área de assistência, como na formação cidadã e na criação de empreendimentos sociais. Estamos apenas começando!”, finalizou Katiana.

Motivada pelo desejo de servir, a voluntária Natália Freitas, 24 anos, conheceu o trabalho desenvolvido pela Rede ComPaixão e há três meses contribui com o projeto planejando e facilitando as oficinas realizadas para as crianças. Para ela, além de contribuir com o desenvolvimento das crianças, o projeto busca criar uma rede de solidariedade, fraternidade e cidadania na comunidade.

“Acredito que o trabalho além de unir as crianças da comunidade, traz para elas novas experiências. O trabalho também pretende alcançar as mães e consequentemente toda a família, fechando o ciclo da rede ComPaixão. As pessoas da comunidade têm se aproximado de uma forma muito positiva, e tem sido enriquecedor para ambas as partes ter um trabalho como esse. Acredito que aos poucos estamos semeando muitas oportunidades de desenvolvimento” pontuou.

Futuramente, os voluntários pretendem expandir o projeto para outras comunidades do município.  Atualmente, o trabalho realizado pela Rede ComPaixão envolve estudantes e profissionais. De acordo com Katiana Diniz, há 12 voluntários que participam das atividades frequentemente e alguns que auxiliam de forma esporádica.

O projeto busca contribuir para melhorar a realidade das pessoas que vivem no Morro do UrubuFotos: Divulgação/Rede ComPaixão

 

Como se voluntariar e fazer doações ao projeto ComPaixão?

Os interessados em contribuir com o projeto devem acessar a página da Rede Compaixão no Facebook e preencher um formulário onde deve indicar a disponibilidade e a área que pretende contribuir.

Os interessados também podem contribuir com o projeto através de doações, seja em forma de materiais (livros educativos, materiais escolares, brinquedos etc); em dinheiro ou de outros serviços, como médicos, dentistas etc.

Atualmente, a Rede ComPaixão possui alguns doadores fixos, o que permite os voluntários alugarem o espaço para desenvolverem as atividades na comunidade Morro do Urubu. Assim, as doações podem ser fixas ou esporádicas.

Para acompanhar o projeto desenvolvido na comunidade é só acessar o Facebook, o blog e o Instagram do projeto.

 

Por Luana Gregório (repórter) – Eloyna Alves (editora)