Pastoral da Criança um projeto de fé, esperança e amor

Por Yasmim Gladys

“Para que todas as crianças tenham vida em abundância”, esse é o lema de um organismo de ação social chamado Pastoral da Criança, fundada no ano de  1983, na cidade de Florestópolis, Paraná, pela médica sanitarista e pediatra, Dra. Zilda Arns Neumann (1934-2010).

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Faixa colocada nas celebrações da Vida

A pastoral realiza trabalhos sociais pelo Brasil e em 21 países da África, Ásia, América Latina e Caribe, com o apoio da Igreja Católica e dos voluntários, o órgão promove o desenvolvimento das crianças, desde o ventre materno até os 6 anos de idade e contribui para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na fé cristã.

Na cidade de Alcantil, cariri paraibano, a pastoral foi implantada no ano de 2012, e conta com 23 voluntários, cerca de 115 famílias em 6 comunidades são beneficiadas pelo projeto.

São realizadas visitas domiciliares onde os voluntários fazem observações e registros de dados sobre o desenvolvimento das gestantes e crianças menores de 6 anos  levando informações sobre saúde, alimentação saudável, higiene e entre outras. Mensalmente é realizada a então chamada celebração da vida, onde as crianças são pesadas, acontece também brincadeiras, orações e rodas de conversas.

 Para a dona de casa Carla Pereira, a pastoral serve como um apoio para as famílias “ É sempre bom tê-las por perto, eu acho muito importante esse trabalho que fazem, não ganham nada e sempre estão aqui me orientando e orientando meus filhos.”  Ressaltou Carla.

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Voluntária pesando uma criança

O trabalho voluntário é de suma importância para que esse projeto continue funcionando a coordenadora da área de Alcantil, Aldia da Silva afirmou que ainda há muitas famílias a serem atendidas devido à falta de pessoas interessadas nesse trabalho “Muitos líderes desistem porque se sentem sobrecarregados.” falou a coordenadora.  A falta de interesse é um problema que atinge vários projetos voluntários, muitos não conseguem se manter devido à falta de ajuda e pessoas para desenvolver os trabalhos, Gorete Barbosa está participando da pastoral desde 2013 e conta que mesmo com as ocupações de casa e trabalho consegue realizar as atividades na pastoral, tudo como forma de  fé, Gorete também falou dos desejos futuros “ Eu queria que a pastoral da criança fosse bem maior do que ela é um dia, que houvesse mais líderes, projetos.”   Disse Gorete.

Apesar das dificuldades esse tipo de trabalho comunitário traz vários benefícios para a vida de muitos que o realizam, a coordenadora Aldia também falou que “A pastoral é gratificante, mesmo que pareça um trabalho de formiguinha e com poucos resultados, mas nós ficamos muito felizes quando na celebração da vida acontece e nos vemos as crianças felizes.”  Disse Aldia.